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Prontuário Eletrônico revela e aponta boas práticas para o consultório

Poucas áreas possuem um nível de exigência tão alto quanto a medicina. Os profissionais de saúde precisam ser irretocáveis nas consultas e atendimentos aos pacientes para se posicionarem como boas opções à população. Qualquer erro ou confusão pode trazer sérios prejuízos para sua imagem pública. Diante disso, é essencial seguir boas práticas de conduta e de trabalho. A questão é que, ainda hoje, muitos médicos tentam fazer isso sozinhos ao invés de contar com o apoio de tecnologias que agilizam a organização do consultório e os liberam de processos burocráticos.

O maior exemplo deste apoio tecnológico é o prontuário eletrônico. A solução consegue condensar em uma única plataforma todas as informações referentes ao tratamento dos pacientes, como receitas e histórico médico, além dos dados referentes à gestão do consultório, como recibos financeiros e agendamento. A Pesquisa TIC Saúde 2018, por exemplo, mostra que 73% dos estabelecimentos de saúde do país possuem algum sistema eletrônico – índice praticamente três vezes maior do que em 2014. Além disso, os profissionais brasileiros demonstram mais familiaridade com as ferramentas digitais: 23% as utilizam regularmente, contra 16% na média global, segundo levantamento da Accenture.

Hoje, um dos grandes desafios do médico é ter tempo para conciliar o atendimento aos pacientes com as funções administrativas de sua clínica ou consultório – uma situação na qual ele não foi preparado no período da universidade e residência. O prontuário eletrônico resolve esse problema ao mostrar pontos que precisam ser melhorados no dia a dia. A principal delas consiste na organização dos documentos. A grande maioria não demonstra preocupação com isso até precisar revirar gavetas e arquivos atrás de uma receita ou histórico médico. A ferramenta digital não apenas facilita a busca por diferentes conteúdos como otimiza o espaço físico ao reduzir a quantidade de cópias impressas.

Além disso, essa plataforma oferece ao médico a possibilidade de finalmente ter uma visão completa de seus pacientes – algo impossível de se fazer manualmente durante o expediente. Com todos os arquivos disponíveis em uma única solução e acessível a poucos cliques ou toques na tela, rapidamente é possível visualizar os medicamentos já receitados, o histórico médico completo e dados cadastrais e demográficos. Ao cruzar estas informações com uma solução de conteúdo médico, o diagnóstico fica mais preciso e o atendimento mais humanizado.

Evidentemente que para isso se tornar realidade, o médico precisa seguir algumas recomendações antes e durante o uso do prontuário eletrônico. A principal delas é analisar com cuidado o fornecedor da solução que pretende contratar. Busque empresas que possuem know-how na área médica e ofereçam uma plataforma hospedada na nuvem, garantindo mais segurança para os dados. Depois, veja se as funcionalidades disponíveis atendem seu perfil – apenas prontuários eletrônicos com a certificação NGS-2 do CFM-SBIS podem eliminar completamente os arquivos físicos, por exemplo. Por fim, desenvolva uma cultura que promova a tecnologia no seu consultório, fazendo que a adoção se torne um hábito produtivo.

Por mais que muitos médicos evitem utilizar ferramentas digitais como o prontuário eletrônico em suas tarefas, não dá mais para negar o impacto que essas soluções trouxeram – e ainda trazem – para as clínicas e consultórios. Mais do que evitar esse cenário, é essencial que os profissionais de saúde procurem formas de utilizá-las adequadamente, aproveitando as vantagens que esses recursos têm a oferecer. Assim, ao invés de se estressar com procedimentos burocráticos, eles estarão livres para fazerem aquilo que mais gostam: atender com qualidade e precisão todos os seus pacientes.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

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