Cinco funcionalidades do prontuário eletrônico que você desconhece

É uma ferramenta tão eficiente que, atualmente, é impensável encontrar algum consultório que não tenha um prontuário eletrônico. A solução realmente otimizou o dia a dia do profissional de saúde, trazendo mais agilidade, eficiência e qualidade não só nos processos, mas principalmente nas consultas com os pacientes. A questão é que, ainda hoje, a grande maioria ainda utiliza o recurso como um simples repositório de dados, reunindo receitas, históricos e demais informações sobre as pessoas. Na verdade, pode (e deve) ser muito mais do que isso. Confira cinco funcionalidades do prontuário eletrônicos que muitos médicos desconhecem.

1 – O próprio paciente pode preencher seus dados

Ao invés de perder tempo considerável na recepção para preencher os dados do paciente, hoje é possível que a própria pessoa escreva informações básicas em seu cadastro, como endereço, RG, CPF, entre outros, enquanto faz o agendamento online. Isso é possível por meio de um link disponibilizado pela solução com a segurança da computação em nuvem. Além disso, o médico também pode enviar questionários clínicos pontuais nesse processo. Dessa forma, quando chegar à cínica para consulta, tudo estará agilizado, oferecendo mais comodidade a todos.

2 – Acesso a conteúdo clínico na plataforma

Poucas áreas exigem atualização e estudo contínuo dos profissionais como a da saúde. Hoje, médicos precisam estar atentos às novidades, tendências e pesquisas que estão em andamento em todo o mundo. Pensando nisso, os melhores prontuários eletrônicos já integram serviços de conteúdo clínico em sua plataforma, permitindo que o usuário acesse pesquisas e artigos científicos com mais facilidade. Assim, é possível cruzar os dados clínicos dos pacientes com o conhecimento disponível nesses portais.

3 – Organização financeira

Um dos grandes problemas dos médicos que administram seus consultórios é a gestão financeira. Muitos profissionais não tem conhecimento sobre finanças. Para resolver essa questão, os melhores sistemas eletrônicos contêm uma funcionalidade que permite o controle ágil e transparente de todas as receitas e despesas. Além disso, facilitam até mesmo o preenchimento dos formulários de convênios, evitando receber dos planos de saúde um valor abaixo do que realmente merece por eventuais erros nos relatórios.

4 – Eliminação completa do papel no consultório

É inegável que todos os prontuários eletrônicos promovem uma maior digitalização do consultório, mas isso não impede que os documentos em papel continuem existindo. Por questão legal, os médicos precisam manter cópias de vários arquivos por muitos anos, como receituários e histórico do paciente. Entretanto, prontuários que atendam as normas NGS-2 do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) podem integrar o serviço de certificação digital e, nestes casos, eliminar de vez o uso do papel.

5 – Acesso via aplicativo móvel

Os prontuários eletrônicos surgiram como softwares instalados diretamente nos computadores dos consultórios e hospitais. Contudo, o avanço da tecnologia promoveu uma atualização e, agora, eles podem operar na nuvem. Dessa forma, todos os documentos podem ser acessados pelo médico em qualquer lugar do mundo desde que tenha algum dispositivo conectado à Internet. Não à toa, as melhores soluções disponibilizam aplicativos que permitem o acesso com poucos toques na tela do smartphone – ideal para médicos que participam de congressos e eventos científicos.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

O futuro chegou: o próprio paciente pode preencher seu prontuário

Uma das tarefas mais importantes de quem vai a uma consulta médica começa logo na entrada: o preenchimento da ficha cadastral e do prontuário, com todas as informações básicas sobre seu estado de saúde. São dados essências para otimizar e agilizar o atendimento. Contudo, também pode ser uma obrigação bastante cansativa: a cada visita é preciso repetir todos os detalhes, além de exigir que a pessoa chegue com antecedência para isso. Felizmente, essa é uma situação que os prontuários eletrônicos estão começando a resolver, permitindo que o próprio paciente preencha sua ficha antes mesmo de ir à consulta.

A utilização da Internet e das tecnologias na busca por informações médicas já é uma rotina comum à grande maioria da população não só no Brasil, mas em todo o mundo. Levantamento do Google mostra que uma a cada 20 pesquisas realizadas em seu portal de busca é sobre algum assunto relacionado à saúde. A empresa, aliás, também registrou que 26% dos brasileiros que possuem alguma dor ou dúvida sobre o tema consulta primeiro as páginas na web antes de ir ao consultório médico. Diante deste cenário, é preciso adotar medidas para garantir que este comportamento seja incorporado no dia a dia médico de forma positiva.

Nesse sentido, a tarefa mais básica e essencial que o prontuário eletrônico deve resolver é o agendamento das consultas. Hoje, as melhores ferramentas possuem uma funcionalidade que, por meio de um link, permite aos pacientes preencherem seus dados cadastrais, como endereço, RG, CPF, entre outros, enquanto faz o agendamento online – com a máxima segurança da computação em nuvem já comum no dia a dia dos profissionais. Assim, quando a pessoa chega à clínica, tudo já está preenchido, economizando tempo dos recepcionistas, organizando melhor a fila de espera, trazendo mais facilidade e comodidade aos usuários e, principalmente, deixando a ficha cadastral do paciente mais completa e assertiva.

Além disso, o próprio atendimento pode ser otimizado com esse método. O médico também pode enviar questionários clínicos pontuais durante o processo de agendamento. Dessa forma, a pessoa preenche seu próprio prontuário no conforto de sua casa e antes de se dirigir à consulta, fornecendo informações como alergias, medicamentos em uso, tratamentos realizados, entre outros dados essenciais. Mais do que a agilidade na consulta, esse recurso facilita o diagnóstico, uma vez que os profissionais de saúde podem estudar o caso antes. Em suma: eles ficam livres para focarem na parte mais importante da consulta: a atenção ao paciente para definir o melhor tratamento, com medicamentos e exames necessários.

Estas duas funcionalidades vão ao encontro do novo papel desempenhado pelos prontuários eletrônicos atualmente. Foi-se o tempo em que estas ferramentas eram encaradas como mera reposição de informações para substituir os blocos de papel. Na verdade, o objetivo principal é estimular um melhor relacionamento entre os médicos e seus pacientes. Para isso, contam com atualização constante para oferecer a melhor tecnologia disponível, possibilitando o agendamento online, a consolidação da informação do paciente e até mesmo o acesso a conteúdos clínicos que agilizam o diagnóstico preciso.

Com tanto avanço tecnológico nas últimas décadas, as pessoas se acostumaram a agilizar serviços e melhorar suas experiências por meio de soluções digitais nas mais diversas áreas. Com a medicina não é diferente. A telemedicina, por exemplo, é uma tendência aguardada nos próximos anos e motivo de intenso debate entre os profissionais e especialistas. Até chegar a essa realidade, é possível otimizar serviços para que a consulta proporcione, cada vez mais, saúde e qualidade de vida a todos.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Saiba porque o prontuário eletrônico é a principal ferramenta de transformação digital nos consultórios

O conceito de transformação digital já é uma realidade no ambiente corporativo, mas agora chegou o momento do setor de saúde também se envolver com o tema. A cada dia que passa, novas tecnologias surgem para facilitar a vida de médicos e pacientes – e é preciso estar antenado com todas as novidades para garantir o melhor atendimento possível às pessoas. Contudo, é uma solução já existente e integrada ao dia-a-dia que permite aos consultórios iniciarem a digitalização de seus processos: o prontuário eletrônico. Veja cinco motivos que mostram porque ele é a principal ferramenta para quem deseja se transformar digitalmente:

1 – Fonte de dados essenciais

Em um cenário de transformação digital, os dados são os principais ativos que um profissional tem para melhorar a tomada de decisão. No caso da saúde, quanto mais informações o médico tiver, mais rápido ele faz o diagnóstico e melhor vai ser o atendimento ao paciente. Assim, o prontuário eletrônico torna-se fundamental em um consultório, uma vez que consegue centralizar todas as informações mais importantes da pessoa, como histórico e receituário, além de disponibilizar acesso a conteúdo clínico especializado por meio de plataformas parceiras.

2 – Maior interação com os pacientes

Isso não significa, portanto, que a solução atua como um mero repositório de informações para o consultório. Hoje, as melhores ferramentas são as que possibilitam um melhor relacionamento entre os médicos e seus pacientes. As próprias pessoas podem, por exemplo, atualizar seus dados cadastrais antes mesmo do atendimento, facilitando ainda mais a consulta. Essa tática é vital para oferecer uma análise mais humanizada, uma vez que desenvolve a confiança entre as partes.

3 – Informação na palma da mão

Esqueça os pesados softwares que precisavam ser instalados em computadores de mesa nos consultórios e hospitais. O avanço do cloud computing no país fez com que o prontuário eletrônico migrasse para este ambiente nos últimos anos, trazendo agilidade, conectividade e mobilidade aos profissionais de saúde. Por meio de um aplicativo de smartphone, é possível acessar todos os dados do paciente mesmo com o médico fora do seu expediente, agilizando o atendimento e até a pesquisa de diagnóstico.

4 – Digitalização de processos

Transformação digital só é possível quando os processos são automatizados. Dessa forma, é inviável digitalizar tarefas se o seu consultório ainda é refém do papel. Lembre-se que os prontuários surgiram para reduzir a quantidade de documentos impressos, eliminando arquivos físicos no local. É possível até acabar com o uso do papel desde que a solução atenda as normas NGS-2 do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), permitindo o uso de certificação digital.

5 – Caminho para Inteligência Artificial

A expectativa é que a tecnologia de Inteligência Artificial cresça substancialmente no setor de saúde nos próximos anos, principalmente em serviços de diagnóstico e gestão do consultório. Para isso, ferramentas de IA precisam estar integradas com os prontuários eletrônicos, uma vez que é a partir da análise e leitura de grande volume de dados que esses equipamentos conseguem identificar padrões de diagnósticos e consultas, além de preenchimento de relatórios e demais documentos.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

O ano de 2020 chegou: quais são as tendências em tecnologia para saúde?

Há pouco tempo, quando especialistas buscavam fazer projeções futurísticas em diferentes setores, normalmente elencavam o ano de 2020 como parâmetro comparativo. Pois bem, o que parecia distante já chegou e o setor de saúde deve viver uma profunda transformação tecnológica com a consolidação e o surgimento de diferentes soluções. Hoje, é essencial que o médico e demais profissionais compreendam a importância de estar atualizado com as principais demandas e tendências da área, visando sempre a busca por inovação e perfeição. Confira seis pontos que devem movimentar a tecnologia para saúde já em 2020:

1 – LGPD e proteção aos dados

A partir de agosto de 2020, a Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais (LGPD) estará oficialmente em vigor no país e deve afetar profundamente a relação de médicos com as informações de seus pacientes. Isso porque um dos principais pontos da medida é sobre a coleta e armazenamento de dados sensíveis, isto é, que podem gerar algum tipo de discriminação ao indivíduo – justamente informações de doenças e diagnósticos que trafegam em sistemas digitais nos hospitais. É preciso adotar ferramentas com certificação de segurança para proteger esses conteúdos.

2 – Transformação Digital em saúde

A partir de 2020, a transformação digital em saúde deve se intensificar com o boom das healthtechs, as startups que combinam tecnologia com serviços médicos. Da mesma forma que aconteceu no mercado financeiro, o surgimento dessas empresas vai remodelar a forma como os pacientes se relacionam com médicos e hospitais. A digitalização de processos passará a ser uma necessidade para quem deseja oferecer um atendimento humanizado à população.

3 – Centralização de processos 

O prontuário eletrônico já é uma realidade quando o assunto é tecnologia para saúde. Contudo, em 2020, sua importância será ainda maior. A solução deixará de ser um mero repositório de informações de seus pacientes e vai passar a integrar diferentes serviços, como:

  • Dados financeiros integrados com BI;
  • Permitir o próprio paciente atualizar seus dados cadastrais antes mesmos da data do atendimento;
  • Maior interação do paciente com seu conteúdo clínico;
  • E até ferramentas de auxílio a decisão clínica, para oferecer de maneira inteligente maior segurança para pacientes e profissionais de saúde, além de agilizar a consulta.

A questão central é garantir a segurança dos dados atrelada a serviços que agilizem e aumentem a qualidade de atendimento.

4 – Avanço da Inteligência Artificial

Soluções de Inteligência Artificial em saúde já existem, ainda que timidamente, em alguns serviços no Brasil e no exterior. A partir do próximo ano, a tendência é ampliar a presença desta tecnologia em outros serviços, tanto para auxiliar no diagnóstico de doenças a partir do cruzamento de um grande volume de informações, como para auxiliar na gestão com a identificação de padrões no preenchimento de formulários e relatórios, por exemplo.

5 – Marketing digital na saúde

Não, o marketing digital não é uma tendência quando falamos em tecnologia para saúde, mas o fato é que poucos consultórios e hospitais possuem uma equipe especializada para divulgar seus serviços e novidades. A regulamentação da publicidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) pode ser um fator que inibe a participação de empresas nesta área. Entretanto, a partir do momento em que mais pessoas acessam a Internet para encontrar informações sobre médicos, é fundamental contar com um site profissional e posicionamento digital adequado.

6 – Telemedicina

A Telemedicina foi autorizada e, em seguida, revogada pelo CFM no primeiro trimestre de 2019. Assim, é provável que o Conselho autorize o atendimento por Telemedicina novamente em 2020. O modelo deve sofrer algumas reformulações, mas é fato que médicos e profissionais de saúde em um futuro próximo estarão atendendo pacientes a distância.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

O prontuário eletrônico também pode ser fonte de conhecimento clínico

Já imaginou ter em seu consultório uma base de conhecimento clínico capaz de sanar qualquer dúvida no intervalo entre consultas e até no momento do atendimento? Ou até mesmo checar interações medicamentosas, acessar fotos e aulas sobre diversas questões clínicas, verificar protocolos de atendimento para cada doença, capítulos de livros e até podcasts sobre o assunto?

Pode-se pensar que tudo isso já está disponível no Google, mas a realidade é que, tratando-se de atendimento clínico, é essencial que o conteúdo seja preciso, checado e que tenha curadoria realizada também por profissionais de saúde. Essa é uma realidade comum nos EUA e Europa. A fusão das ferramentas de atendimento clínico, como o prontuário eletrônico, com plataformas de conhecimento clínico geradas por faculdades de medicina e empresas especializadas já é um cenário consolidado – e finalmente está chegando ao Brasil.

A possibilidade de médicos e profissionais de saúde acessarem no próprio prontuário diferentes bases de conhecimento reduz a fadiga no momento do atendimento e diminui o stress ao encontrar uma situação ou caso não usual, já que o conhecimento estará disponível a poucos cliques de distância.

Hoje, ter a informação adequada e disponível rapidamente não é importante apenas no ambiente corporativo. O médico também precisa ter diferentes conteúdos em mãos para conseguir realizar o melhor atendimento e tratamento a seus pacientes. A área de saúde passou por grandes transformações nos últimos anos e os profissionais precisam se atualizar constantemente em relação às novidades, tendências e pesquisas que surgem constantemente. Dessa forma, encontrar ferramentas que aproximam o conhecimento de seu dia a dia pode ser um diferencial e tanto em seu trabalho.

Uma pesquisa realizada pela agência McCann Health com médicos brasileiros reforça essa ideia: 99% deles acreditam que a tecnologia facilitou o trabalho clínico. O principal benefício é justamente a possibilidade de se manter atualizado às tendências na área: 85% deles utilizam a Internet para realizar cursos online. Ter acesso a estas tecnologias otimiza e melhora o atendimento ao paciente. O estudo TIC Saúde 2018, realizada pelo Cetic.br mostra que quatro em cada dez médicos brasileiros reduziram a carga de trabalho com o uso de computador e acesso à Internet durante as consultas.

É inegável que um dos impactos da tecnologia nos consultórios é a possibilidade de permitir que os médicos possam consultar, enquanto atendem seus pacientes, diferentes conteúdos sobre diagnósticos e doenças em publicações especializadas da área. A questão é que, atualmente, esses profissionais lidam com uma grande quantidade de dados das pessoas. Logo, não adianta ter todos estes procedimentos digitalizados se estiverem hospedados em diferentes plataformas. Na era digital, é preciso encontrar ferramentas que cruzam essas informações em uma mesma fonte – papel que pode ser executado pelo próprio prontuário eletrônico.

Esta solução já é uma realidade na grande maioria dos consultórios do país e trouxe inúmeras facilidades aos profissionais ao armazenar e facilitar o acesso ao histórico do paciente, receitas, diagnósticos, dados cadastrais, financeiros, entre outros. Contudo, o prontuário eletrônico tem que ser mais do que um repositórios de dados. Os melhores provedores conseguem integrar diferentes serviços no sistema, como acesso a conteúdos clínicos de qualidade sem a necessidade de sair da plataforma. Assim, a ferramenta permite o cruzamento das informações clínicas das pessoas com o conhecimento clínico disponível no portal.

A partir do momento em que o médico consegue agrupar e acessar todas estas informações rapidamente, seu trabalho torna-se mais ágil e prático – refletindo no atendimento aos pacientes. As consultas, por exemplo, ficam mais rápidas sem perder a qualidade na prestação de serviço. Pelo contrário, é possível receitar medicamentos e identificar diagnósticos mais precisos. O profissional também pode se atualizar sem a necessidade de se deslocar do seu expediente, permitindo que sua agenda esteja disponível para o atendimento à população. Por fim, ele também consegue se atualizar mais rapidamente sobre as novidades de sua área.

Na era da conectividade, saber lidar com as diferentes informações disponíveis em sua rotina é o diferencial para profissionais – e na medicina não é diferente. Durante o período da faculdade e da residência, eles são treinados para diagnosticar doenças e pensar os melhores tratamentos em inúmeros problemas. A questão é que, sozinhos, essa tarefa é mais árdua. O importante é recorrer à tecnologia capaz de combinar todos os dados essenciais e, assim, conseguir fazer aquilo que ele realmente está preparado: oferecer mais qualidade de vida à população.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Prontuário Eletrônico revela e aponta boas práticas para o consultório

Poucas áreas possuem um nível de exigência tão alto quanto a medicina. Os profissionais de saúde precisam ser irretocáveis nas consultas e atendimentos aos pacientes para se posicionarem como boas opções à população. Qualquer erro ou confusão pode trazer sérios prejuízos para sua imagem pública. Diante disso, é essencial seguir boas práticas de conduta e de trabalho. A questão é que, ainda hoje, muitos médicos tentam fazer isso sozinhos ao invés de contar com o apoio de tecnologias que agilizam a organização do consultório e os liberam de processos burocráticos.

O maior exemplo deste apoio tecnológico é o prontuário eletrônico. A solução consegue condensar em uma única plataforma todas as informações referentes ao tratamento dos pacientes, como receitas e histórico médico, além dos dados referentes à gestão do consultório, como recibos financeiros e agendamento. A Pesquisa TIC Saúde 2018, por exemplo, mostra que 73% dos estabelecimentos de saúde do país possuem algum sistema eletrônico – índice praticamente três vezes maior do que em 2014. Além disso, os profissionais brasileiros demonstram mais familiaridade com as ferramentas digitais: 23% as utilizam regularmente, contra 16% na média global, segundo levantamento da Accenture.

Hoje, um dos grandes desafios do médico é ter tempo para conciliar o atendimento aos pacientes com as funções administrativas de sua clínica ou consultório – uma situação na qual ele não foi preparado no período da universidade e residência. O prontuário eletrônico resolve esse problema ao mostrar pontos que precisam ser melhorados no dia a dia. A principal delas consiste na organização dos documentos. A grande maioria não demonstra preocupação com isso até precisar revirar gavetas e arquivos atrás de uma receita ou histórico médico. A ferramenta digital não apenas facilita a busca por diferentes conteúdos como otimiza o espaço físico ao reduzir a quantidade de cópias impressas.

Além disso, essa plataforma oferece ao médico a possibilidade de finalmente ter uma visão completa de seus pacientes – algo impossível de se fazer manualmente durante o expediente. Com todos os arquivos disponíveis em uma única solução e acessível a poucos cliques ou toques na tela, rapidamente é possível visualizar os medicamentos já receitados, o histórico médico completo e dados cadastrais e demográficos. Ao cruzar estas informações com uma solução de conteúdo médico, o diagnóstico fica mais preciso e o atendimento mais humanizado.

Evidentemente que para isso se tornar realidade, o médico precisa seguir algumas recomendações antes e durante o uso do prontuário eletrônico. A principal delas é analisar com cuidado o fornecedor da solução que pretende contratar. Busque empresas que possuem know-how na área médica e ofereçam uma plataforma hospedada na nuvem, garantindo mais segurança para os dados. Depois, veja se as funcionalidades disponíveis atendem seu perfil – apenas prontuários eletrônicos com a certificação NGS-2 do CFM-SBIS podem eliminar completamente os arquivos físicos, por exemplo. Por fim, desenvolva uma cultura que promova a tecnologia no seu consultório, fazendo que a adoção se torne um hábito produtivo.

Por mais que muitos médicos evitem utilizar ferramentas digitais como o prontuário eletrônico em suas tarefas, não dá mais para negar o impacto que essas soluções trouxeram – e ainda trazem – para as clínicas e consultórios. Mais do que evitar esse cenário, é essencial que os profissionais de saúde procurem formas de utilizá-las adequadamente, aproveitando as vantagens que esses recursos têm a oferecer. Assim, ao invés de se estressar com procedimentos burocráticos, eles estarão livres para fazerem aquilo que mais gostam: atender com qualidade e precisão todos os seus pacientes.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Os sete erros que seu consultório comete com a falta de tecnologia

O médico encara anos de universidade e, posteriormente, o período de residência para adquirir habilidades que possibilitam atender com qualidade seus pacientes. Essa é sua principal tarefa. Porém, esses profissionais também precisam ser gestores capazes de administrarem seus consultórios ao mesmo tempo em que prestam o serviço no qual se prepararam arduamente. Assim, é natural que eles cometam erros com a administração de seus documentos e finanças, ainda mais se não utilizarem soluções tecnológicas que os auxiliam em todos os processos. Confira os mais comuns:

1 – Falta de organização dos documentos

O erro mais comum dos médicos é não ter um controle sobre a gestão de todos os documentos do consultório. Por falta de tempo e até de espaço físico, eles armazenam receitas, históricos de pacientes, notas fiscais, recibos, entre outros, no mesmo local. Assim, quando precisam buscar um arquivo específico, costumam revirar gavetas e pastas até encontrar o que precisa – impactando diretamente na produtividade e na qualidade do atendimento.

2 – Dependência do papel

Além da gestão de documentos, a falta de tecnologia faz com que os profissionais de saúde continuem dependentes do papel nos principais documentos que utilizam. Dessa forma, em pouco tempo haverá um acúmulo grande de folhas no consultório, tomando um espaço considerável com arquivos e gavetas. Para resolver isso, conte com prontuários eletrônicos com a certificação NGS-2 do CFM-SBIS, que permitem a sincronização da assinatura digital e a eliminação completa dos arquivos físicos no dia a dia.

3 – Visão incompleta dos pacientes  

Quando não há gestão, as informações precisam ser organizadas manualmente, impedindo que o médico consiga ter uma visão completa de seus pacientes. Ou seja, todos os dados relevantes, como histórico, medicamentos tomados, dados cadastrais e demográficos não são integrados, comprometendo o diagnóstico o atendimento na consulta. O ideal é que todos os arquivos fiquem disponíveis em uma única plataforma e acessível a poucos cliques no computador ou até no smartphone.

4 – Má qualidade no atendimento ao paciente

Possuir um consultório exige que o médico tenha habilidades de gestão financeira. Contudo, ele não precisa fazer isso sozinho e deve contar com o apoio da tecnologia para isso. Sem ela, não é possível manter todos os processos em dia, o que o levará a passar grande parte de seu expediente executando tarefas burocráticas ao invés de fazer aquilo que ele sabe fazer de melhor, isto é, atender de forma humanizada seus pacientes.

5 – Atrasos na agenda

A agenda é, talvez, a principal ferramenta de gestão para um médico. Afinal, ele precisa conciliar seu expediente de atendimentos e consultas com participações em congressos, eventos, aulas e seminários que eventualmente participar. Muitos optam em realizar essa tarefa manualmente, o que constantemente leva a atrasos e remarcações de horários – irritando as pessoas. Com o prontuário eletrônico, essa atividade é automatizada, trazendo mais simplicidade e eficiência no dia a dia.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Já ouviu falar em UX? Saiba como esse conceito da tecnologia auxilia no dia a dia médico

Uma das principais reclamações dos pacientes gira em torno da experiência que eles têm nos consultórios. Muitos sofrem com dores e problemas de saúde e, mesmo assim, precisam lidar com uma estrutura altamente burocratizada, que os fazem preencher e assinar papéis e guias de convênios, esperar longo tempo na recepção para, no fim, ser atendido em poucos minutos por médicos que sequer olham para o histórico médico. Para resolver esta situação, os profissionais e instituições de saúde começam a apostar em um novo conceito: a experiência do usuário (UX).

O termo é proveniente da tecnologia e começou a ganhar forma a partir dos anos 1990. De forma resumida, diz respeito ao desenvolvimento de produtos e serviços que oferecem a melhora experiência possível às pessoas, ou seja, que entreguem valor de forma rápido, eficiente e sem qualquer problema. É algo que ocupa o topo das prioridades para 80% dos profissionais de tecnologia de hospitais e clínicas, de acordo com pesquisa realizada pelo Impact Advisors e Scottsdale Institute.

No caso da medicina, a experiência do usuário (UX) refere-se à capacidade do médico e do consultório de oferecer o melhor tratamento, respeitando as necessidades do paciente e, principalmente, utilizando os melhores recursos disponíveis. Hoje, mais do que ser atendido rapidamente, a pessoa quer ter a certeza de que a consulta vai ser produtiva, isto é, capaz de oferecer uma solução para as dores e/ou problemas que enfrenta. Não há nada mais frustrante do que esperar semanas pelo atendimento e continuar sofrendo porque o profissional foi incapaz de fazer um diagnóstico preciso – ainda que tenha diversos recursos tecnológicos à disposição para este fim.

Hoje, paciente satisfeito não é aquele que está curado de seus problemas, mas sim quem foi bem atendido ao longo de sua jornada dentro do consultório. A grande maioria do setor ainda insiste em um modelo de gestão que privilegia o mínimo contato entre médico e pessoa e que não agiliza processos burocráticos, como o cadastro. A forma como o usuário avalia produtos e serviços mudou radicalmente nas últimas duas décadas e a opinião deles nas mídias digitais pode determinar o sucesso, ou o fracasso de uma organização, inclusive na medicina. É preciso garantir que todos os procedimentos levem em conta os desejos desses “consumidores”.

Não é uma tarefa fácil, mas já recursos disponíveis que auxiliam os médicos a melhorarem a experiência dos pacientes no dia a dia de seu consultório. O mais importante deles é o prontuário eletrônico por conseguir centralizar todas as informações essenciais para a gestão do local, como histórico médico, receituário, dados cadastrais, recibos fiscais, entre outros. Com eles, é possível cruzar análises e realizar, enfim, uma consulta mais prática e eficiente, reduzindo o tempo de espera na recepção e sem ter que repetir perguntas sobre o quadro clínico do paciente. Em suma, ele pode focar naquilo que se preparou em sua formação: cuidar e melhorar a vida de seus pacientes.

Quando falamos de tecnologia na área médica, normalmente associamos aos equipamentos que aprimoram e facilitam cirurgias complicadas. Entretanto, essa relação vai muito além disso. Os recursos tecnológicos, dos mais complexos aos mais simples, só cumprem seu propósito se conseguem melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O primeiro passo para isso é garantir que a experiência do usuário (UX) sempre seja a melhor possível para que ele se sinta amparado em um importante momento de sua vida.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Cinco serviços que o prontuário eletrônico agiliza na rotina médica

Novidade há alguns anos, os prontuários eletrônicos já se transformaram em realidade na rotina de médicos e enfermeiros. O avanço da tecnologia e a facilidade de uso ajudaram na popularização deste recurso, capaz de otimizar e agilizar inúmeros serviços nos consultórios. Hoje, até mesmo os profissionais mais conservadores e resistentes à inovação já se renderam a esses sistemas. O objetivo, claro, é ganhar tempo para se dedicar àquilo que eles tanto se prepararam – ou seja, o bom atendimento de seus pacientes. Confira cinco serviços que foram impactados com o prontuário eletrônico:

1 – Controle dos dados dos pacientes

O prontuário eletrônico funciona como aqueles grandes arquivos físicos que ocupavam um espaço considerável nos consultórios até pouco tempo atrás. Nele, há todas as informações relevantes dos pacientes, como histórico médico, medicamentos, dados cadastrais, entre outros. O fato de estar em uma única plataforma facilita a gestão destes documentos, permitindo o acesso em poucos cliques. Além disso, é uma opção mais segura, uma vez que não há o risco do conteúdo se perder em gavetas e pastas.

2 – Gestão do consultório

Um médico não deve apenas ser bom no atendimento, diagnóstico e tratamento de seus pacientes, mas também deve ser responsável pela administração de seu próprio consultório. Não é uma tarefa fácil para a grande maioria dos profissionais, que não acostumados a estes conceitos. O prontuário eletrônico surge como uma alternativa interessante, uma vez que reúne todos os processos necessários, como preenchimento de fichas cadastrais, agendamento e demais situações de seus pacientes.

3 – Equilíbrio financeiro

Da mesma forma que a administração, os profissionais de saúde têm pouco (ou nenhum) conhecimento sobre finanças. É um ponto crucial para o desempenho do consultório, uma vez que a falta de equilíbrio neste ponto pode comprometer a operação como um todo. Os melhores sistemas eletrônicos do mercado também auxiliam ao permitirem a gestão controlada de todas as receitas e despesas – além de facilitar o preenchimento dos formulários de convênios, evitando que o médico receba menos do que realmente merece.

4 – Monitoramento do receituário

Fazer o controle de receitas e medicamentos manualmente é um esforço muito grande e sempre suscetível a erros humanos. O avanço da tecnologia e dos prontuários eletrônicos permitiu que esse procedimento ficasse mais ágil e eficiente. Agora, o médico consegue controlar a emissão de receitas, identificando a necessidade de aumento ou manutenção de dosagem em alguns pacientes e o histórico de medicamentos que uma determinada pessoa já tomou em um período de tempo.

5 – Utilização de assinatura digital

Prontuários eletrônicos com a certificação NGS-2 do Conselho Federal de Medicina (CFM) com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) permitem a sincronização da assinatura digital em sua plataforma. Desta forma, além de gerar documentos já assinados, sem a necessidade de carimbos e assinaturas formais, faz o local dar o primeiro passo rumo à digitalização e à eliminação completa dos arquivos físicos em seu dia a dia.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Confira cinco tecnologias que melhoram a rotina médica

Hoje, um bom médico não é apenas aquele profissional que realiza o melhor atendimento, faz diagnósticos precisos e consegue melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para alcançar esses objetivos, ele também precisa trabalhar com equipamentos tecnológicos que o auxiliam no dia a dia de seu consultório. Há soluções voltadas para a organização financeira, outras que ajudam no tratamento dos pacientes e até que automatizam processos. Saber conciliar cada um destes recursos potencializa o atendimento. Veja cinco tecnologias já existentes e que melhoram a rotina do profissional de saúde.

1 – Prontuário eletrônico

É a principal ferramenta de gestão do consultório médico. Com ele, é possível emitir receitas médicas, armazenar o histórico do paciente, possuir uma agenda inteligente de contatos, agilizar a solicitação de exames e até mesmo fazer o controle financeiro completo, incluindo o faturamento de convênios. As melhores marcas do mercado ainda possuem a certificação NGS-2 do Conselho Federal de Medicina (CFM) com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS). Assim, o médico pode sincronizar a assinatura digital à plataforma e eliminar o uso de papel em sua rotina. Para acessar as recomendações do CFM e da SBIS sobre sistemas clique aqui.

2 – Dispositivos portáteis de monitoramento

Os wearables (vestíveis, na tradução) não chegam a ser uma novidade: as pulseiras que registram batimentos cardíacos, por exemplo, já estão nos braços dos adeptos de atividades físicas há algum tempo. Contudo, a evolução das possibilidades desse equipamento para a área de saúde o coloca como item essencial para a saúde nos próximos anos. Com eles, o médico pode ter acesso a dados importantes de seus pacientes, como pressão arterial, frequência cardíaca, controle calórico, entre outros. Isso permite uma análise mais detalhado no diagnóstico dos pacientes.

3 – Telemedicina

A expressão diz respeito a tecnologias que facilitam a relação entre médicos e pacientes à distância. O atendimento remoto para tratamento e diagnóstico é mais uma fronteira que está sendo ultrapassada graças aos recursos tecnológicos. Hoje, já é possível realizar conversas por vídeo em tempo real com as pessoas, ideal em casos mais urgentes, analisar resultados de exames e até orientar o primeiro tratamento em determinados casos. Isso gera não só uma economia financeira para ambas as partes, como também agiliza o atendimento por evitar o deslocamento até o consultório. O CFM está trabalhando para regulamentar o uso da telemedicina e, em breve, os profissionais de saúde deverão ter acesso a orientações detalhadas sobre como usá-la.

4 – Inteligência Artificial

A união de dados e equipamentos tecnológicos é a base da Inteligência Artificial, uma das principais tendências esperadas na medicina. O conceito explica a capacidade dessas ferramentas aprenderem a partir dos processos realizados. Assim, elas conseguem, sozinhas, executar determinadas funções. Em um consultório, por exemplo, soluções de IA podem automatizar a gestão financeira, por exemplo, ou até ajudar na organização das informações do paciente, antevendo situações de diagnóstico.

5 – Impressão 3D

Ainda é cara e restrita a grandes grupos hospitalares, mas é questão de tempo para as impressoras 3D se transformarem em tecnologias comuns também nos consultórios médicos. Afinal, a popularização e o maior uso tendem a diminuir os custos de produção nos próximos anos. Assim, os profissionais de saúde podem agilizar os atendimentos aos pacientes em determinados casos, uma vez que eles mesmos podem imprimir próteses e equipamentos, por exemplo. Contudo, a evolução da biotecnologia pode elevar esta questão a um outro patamar, como a impressão de pele e tecidos sintéticos.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Veja porque seu consultório precisa de um prontuário eletrônico com certificação SBIS-CFM

A utilização de diferentes recursos tecnológicos dentro do consultório deixou de ser uma novidade para se transformar em questão de sobrevivência. Com as ferramentas adequadas, o médico não apenas otimiza o tempo de consulta, como também melhora a qualidade do atendimento, proporcionando mais conforto e segurança aos pacientes. Uma das soluções consideradas essenciais é o prontuário eletrônico, software capaz de gerenciar todos os dados dos pacientes, informando cadastro, histórico, receituário, entre outros pontos. Contudo, na hora de adquirir este serviço, os profissionais de saúde devem pesquisar e contratar apenas sistemas aprovados pela SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde). A lista completa dos prontuários eletrônicos certificados está aqui.

A SBIS emite uma certificação aos prontuários eletrônicos em parceria com o CFM (Conselho Federal de Medicina). As empresas passam por uma auditoria independente bastante rigorosa que, além de testar o conteúdo e exigir recursos necessários no dia a dia médico, também analisa todos os procedimentos de segurança do sistema. Após isso, a solução pode ganhar dois tipos de certificados. O NGS-1 atende os padrões exigidos, mas não é autorizado a substituir o papel por documentos eletrônicos. Já o NGS-2 é o nível mais alto disponível no país e, com ele, o software pode eliminar o uso do papel graças à assinatura digital.

A utilização de sistemas com certificação SBIS-CFM em clínicas é importante porque oferece segurança ao médico e paciente, garantindo que todos os dados estarão protegidos e permitindo a redução do armazenamento de documentos impressos – otimizando o espaço do consultório, por exemplo. Profissionais que utilizam o serviço sem certificação do principal órgão de medicina do país estão desprotegidos e sujeitos à boa vontade da empresa contratada caso precisem dos dados no fim do contrato. Além disso, também colocam em risco as informações de seus pacientes.

A questão da segurança e a autorização para eliminar totalmente o uso do papel no atendimento médico não são as únicas vantagens que um prontuário eletrônico certificado pode oferecer. O selo de certificação é a garantia de que a empresa vai entregar todos os dados ao consultório em caso de cancelamento de contrato. Depois, há a confiabilidade da estrutura, arquitetura e usabilidade do sistema, aprovadas por uma auditoria independente. Por fim, há a questão da conformidade legal com todos os procedimentos necessários na área de saúde e o reconhecimento do setor referente à seriedade com que aquele profissional lida com as informações clínicas.

Essa realidade é um caminho sem volta para os médicos brasileiros. Pesquisa da TIC Saúde 2017 mostra que praticamente três quartos dos profissionais (76%) utilizam sempre que possível o computador no atendimento ao paciente – enquanto que apenas 13% não usam este recurso. Entre os dados consultados eletronicamente estão os cadastrais (86%), exames laboratoriais (76%) e os históricos médicos das pessoas (75%). Com o avanço da conectividade, já há empresas que prestam este serviço também por meio de dispositivos móveis, como os smartphones.

A evolução tecnológica mudou a forma como as pessoas encaram o mundo e trouxe inúmeras vantagens à sociedade. Na área da saúde, por exemplo, as soluções desenvolvidas permitem que o médico possa se dedicar àquilo que ele estudou e se preparou, ou seja, atender com qualidade seus pacientes. Para que isso aconteça, contudo, ele precisa garantir que todos os recursos estejam em conformidade com todas as diretrizes e procedimentos dos órgãos superiores. Dessa forma, ele consegue se destacar por oferecer um atendimento cada vez melhor e mais eficiente a todos os cidadãos.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Como o papel é o vilão dos consultórios na busca por eficiência

Item imprescindível nos consultórios médicos até pouco tempo atrás, os documentos em papel se transformaram em um dos principais problemas que os médicos precisam lidar no dia a dia de suas tarefas. A quantidade cada vez maior de informações faz com que os profissionais de saúde tenham que lidar com questões que englobam a dificuldade de armazenamento desses registros, o risco de um documento se extraviar ou se perder e até a dificuldade de comunicação por conta da caligrafia médica. Os prontuários eletrônicos integrados aos certificados digitais resolvem grande parte deste verdadeiro problema. Confira cinco exemplos que mostram porque o papel impede a eficiência de seu consultório:

1 – Otimização do espaço físico

O primeiro passo para melhorar a experiência do paciente começa justamente pela disposição do espaço físico do consultório. O local precisa passar tranquilidade e conforto para a pessoa, pois assim ela consegue transmitir todos os detalhes ao médico, que por sua vez consegue fazer um melhor diagnóstico. Quem possui muitos documentos em papel, como histórico e receitas, precisa armazená-los em pesados arquivos físicos que tomam uma quantidade considerável do ambiente e ainda cria um clima mais impessoal na relação com seu paciente.

2 – Informações com mais segurança

Por mais cuidadoso que seja o profissional, papéis se perde conforme as pessoas vão manuseando pastas e arquivos. Além disso, falhas na comunicação com parceiros e pacientes também são comuns devido à caligrafia médica e falta de documentos em diversos procedimentos. A digitalização é uma das principais alternativas para resolver este ponto por permitir que os documentos ganhem uma cópia virtual, com fácil acesso por parte do médico, mas com menos risco de extravio graças às camadas de segurança oferecidas nas principais soluções tecnológicas do setor.

3 – Dados centralizados e de fácil gestão

Informações disponibilizadas no papel são dados de um determinado paciente, receita médica, gestão, entre outros. Com o avanço da tecnologia, os profissionais de saúde também identificaram as vantagens de cruzar diferentes documentos e informações para gerar insights relevantes para a tomada de decisão na gestão do consultório. O problema é tentar fazer esse cruzamento de dados de forma manual com todos os arquivos físicos presentes no local. Existem diversos recursos que automatizam esse processo, mas para funcionar eles precisam que todas as informações estejam disponíveis digitalmente.

4 – Expediente mais flexível

Antigamente, se um médico quisesse estudar um caso mais profundamente, ele era obrigado a pegar todos os arquivos referentes ao tema, leva-los para casa ou em sua viagem a congresso e começar a lê-los de forma ininterrupta. Resumindo: era um trabalho cansativo e de alto risco, uma vez que ele poderia esquecer um documento qualquer que prejudicaria a evolução da investigação. Com a digitalização e o advento da computação em nuvem, a situação se inverteu atualmente: ele pode acessar todos os dados necessários com um dispositivo conectado à Internet, por exemplo.

5 – Antenado com as novas tendências

Por fim, a utilização do papel no consultório inibe os profissionais a adotarem e estimularem soluções tecnológicas e inovadoras no setor de saúde – afinal, não há sequer espaço físico para novos recursos em ambientes assim. Entretanto, a digitalização de documentos e a popularização dos prontuários eletrônicos são, dia após dia, tecnologias essenciais na rotina médica, oferecendo praticidade, eficiência e segurança aos envolvidos. A partir daí, o seu uso frequente quebra o receio dos médicos, fazendo com que eles enxerguem com outros olhos todas as vantagens que a Internet e as novas tecnologias têm a oferecer.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Dez vantagens que a nuvem traz para os processos de seu consultório

Cena de ficção até pouco tempo atrás, as soluções em nuvem já se tornaram uma realidade nos consultórios médicos em todo o mundo. De simples serviços de e-mail e agendamento aos robustos prontuários eletrônicos que digitalizam todos os documentos, os profissionais de saúde conseguem automatizar processos burocráticos e oferecer uma maior qualidade no atendimento aos pacientes. Confira dez vantagens do cloud no dia a dia médico:

1 – Aumento de eficiência com o prontuário eletrônico

Essa ferramenta já existia antes da popularização da computação em nuvem, mas o recurso ganhou poder com a tecnologia. O fato de informações importantes, como histórico médico dos pacientes, estarem disponíveis em qualquer dispositivo conectado à Internet trouxe uma profissionalização maior aos consultórios, otimizando a gestão.

2 – Melhor segurança da informação de seus pacientes

Documentos armazenados em pastas e arquivos físicos podem se perder com o manuseio e falhas na comunicação por conta da caligrafia também são comuns. Uma solução em cloud que atenda aos requisitos da CFM (Conselho Federal de Medicina) resolve essas questões e amplia a segurança dos dados graças aos diferentes níveis de proteção.

A nuvem é um dos ambientes mais seguros para armazenamento de dados, por isso é utilizada para armazenamento de dados financeiros, como o internet banking, e dados  clínicos através de prontuários eletrônicos.

3 – Integração dos dados para agilizar atendimento

Se todos os documentos estão digitalizados na nuvem, eles geram dados de forma simples e rápida para os médicos. Informações como histórico de pacientes, agendamentos e receituários estão disponíveis a poucos cliques e podem ser cruzadas para oferecer uma visão completa sobre as pessoas e melhorar o atendimento.

4 – Maior capacidade tecnológica no consultório

Muitos profissionais não investiam em soluções tecnológicas por conta do custo e do tamanho de muitos equipamentos. Com a computação em nuvem isso não é problema. As soluções são digitais e podem ser acessadas de um simples computador, permitindo que o consultório possa ter as melhores ferramentas à disposição.

5 – Informação correta em mãos rapidamente

Um simples atendimento pode se complicar se o médico não conseguir achar o histórico do paciente e não lembrar os remédios receitados, por exemplo. É essencial ter as informações corretas em mãos rapidamente em uma consulta, algo que uma solução em nuvem pode proporcionar graças ao acesso por qualquer dispositivo conectado à Internet.

6 – Capacidade de armazenamento elevado

Um dos problemas dos documentos eletrônicos era o armazenamento de arquivos pesados, como imagens clínicas, e sua acessibilidade, ou seja, a capacidade de visualizá-los de forma rápida e clara. Servidores comuns têm um limite de espaço, enquanto que soluções em cloud possuem uma elasticidade maior para atender as necessidades do médico.

7 – Relação custo x benefício vantajosa

Ao adotar esses recursos, o consultório também consegue reduzir o custo de manutenção de TI (tecnologia da informação) a longo prazo. O custo de implementação é mais vantajoso, permitindo que o profissional possa escolher o melhor plano para sua realidade, evidenciando a longo prazo a ótima relação entre despesas e vantagens de utilização.

8 – Flexibilidade no dia a dia médico

Antes, para tirar uma dúvida sobre um determinado caso, o médico precisava estar em seu consultório para consultar os registros – ou levar esses arquivos onde quer que fosse. Agora, ele pode acessar esses dados quando quiser de qualquer dispositivo com acesso à Internet, agilizando a tomada de decisão no dia a dia.

9 – Suporte remoto e eficiente

Deu problema em sua solução bem no horário mais movimentado de seu consultório, e agora? O que pode soar como pesadelo para médicos que utilizam equipamentos físicos, é mais uma vantagem para o cloud. A maioria dos fornecedores oferecem suporte remoto, ágil e rápido, permitindo que o dano seja mínimo.

10 – Dedicação exclusiva ao paciente

Por fim, o cloud computing consegue automatizar diversos processos burocráticos e permite que o médico possa se dedicar àquilo que ele se preparou. Ou seja, atender seus pacientes com mais qualidade. Isso porque essa tecnologia faz com que as soluções e as informações estejam acessíveis, reduzindo tempo desperdiçado na busca por um determinado arquivo.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios