Como as incertezas da LGPD impactam o consultório médico?

O mês de agosto marca o aniversário de dois anos de um tema que circunda diferentes setores, preocupando empresas e profissionais e exigindo uma maior maturidade em relação ao ambiente digital. A Lei 13.709/18, popularmente conhecida como LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) traz novas regras e normas sobre o uso de dados pessoais na prestação de serviços e operações comerciais.

A questão é que a área de saúde é uma das mais afetadas neste cenário, mas as idas e vindas da lei, que sequer tem uma data assegurada para entrar em vigor, complicam ainda mais uma operação que naturalmente seria complexa. Hospitais, clínicas e consultórios médicos vivem um momento de impasse justamente em um período em que soluções tecnológicas surgem aos montes para otimizar processos de saúde a partir das informações dos pacientes.

Sancionada em agosto de 2018, a LGPD sempre esteve à deriva por conta de negociações políticas e pressões de diferentes lados. Programada inicialmente para entrar em vigor em março de 2020, 18 meses depois da sanção, foi adiada para ser implementada em agosto do mesmo ano. Contudo, a pandemia de covid-19 embaralhou novamente o tema. Dessa forma, a Medida Provisória 959, que já está em vigor, coloca a vigência da Lei a partir de maio de 2021. Contudo, se ela não for votada até 31 de agosto, perde sua validade. Ou seja, as empresas estarão sujeitas às regras no mesmo instante em que a MP cair.

É uma instabilidade que reflete na operação de clínicas e consultórios, uma vez que estas instituições não sabem quando estarão sujeitas às penalidades previstas e tampouco a partir de quando essas medidas serão consideradas. Tudo isso no mesmo período em que os profissionais de saúde dependem quase que exclusivamente dos dados fornecidos por seus pacientes para realizarem as consultas, utilizando tecnologias próprias de captura, armazenamento e tratamento das informações, como os recursos de telemedicina (liberado de forma extraordinária pelo Conselho Federal de Medicina durante a pandemia de covid-19).

Diante da indefinição, médicos e demais profissionais da saúde devem redobrar a atenção e o cuidado, garantindo que os dados sejam trabalhados da melhor forma possível. No teleatendimento, por exemplo, deixe claro ao paciente que a consulta está sendo gravada por precauções de segurança e explique todos os procedimentos de segurança que a clínica ou o consultório adota para proteger a privacidade das pessoas.

Outro ponto essencial é contar com o apoio de soluções tecnológicas eficientes e robustas. O prontuário eletrônico, por exemplo, deve atender os mais altos níveis de segurança estipulados pela SBIS e pelo CFM, evitando que qualquer dado do paciente possa vazar e ser utilizado sem o consentimento prévio da pessoa. Hoje, este recurso é essencial no dia a dia médico por centralizar diferentes informações e, assim, atuar como um hub estratégico em vez de simplesmente ser uma ferramenta de agenda e horários.

Por conta disso, a melhor alternativa que clínicas e consultórios possuem é não esperar a boa vontade política e iniciar, desde já, um trabalho de transformação digital e adoção de boas práticas de compliance e gestão em suas rotinas. Mais importante do que aguardar uma definição em relação à LGPD é se antecipar às demandas que eventualmente surgiriam – com ou sem regulamentação governamental. Afinal, utilizar informações dos pacientes já era uma das tendências esperadas para o setor – e que só acelerou com a pandemia de covid-19.

Hoje, para exercer a medicina com eficiência, qualidade e destreza, os médicos precisam ir além do que aprenderam nas salas de aula da universidade e na residência. Além da atualização constante com as pesquisas científicas em estudo, é preciso conhecer a fundo todos os seus pacientes. Saber trabalhar com esse grande volume de informações é o que vai diferenciar um consultório de sucesso no futuro próximo – e conseguir proteger essas informações é o que vai determinar a confiança que a sociedade tem em relação ao profissional.

Telemedicina exige adequação do consultório – e do médico – à tecnologia

A pandemia de COVID-19 trouxe novos hábitos às pessoas. Hoje, com o necessário isolamento social, simples atitudes como consumir produtos ou serviços e se relacionar com amigos e familiares são feitas no ambiente on-line graças às ferramentas de tecnologia. O mesmo acontece na área da saúde. Enquanto grande parte de médicos e enfermeiras atua na linha de frente no combate à doença, outros buscam manter os atendimentos eletivos para garantir uma vida saudável à população. Nesses casos, a alternativa encontrada foi apostar na proposta da telemedicina.

O conceito representa, de forma resumida, a consulta remota de pacientes por meio de tecnologias de comunicação e informação, foi liberada em caráter temporário e excepcional pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) durante a pandemia. De acordo com o órgão, este método pode ser utilizado de três formas: teleorientação (atendimento à distância de orientação e encaminhamento de pacientes em isolamento), telemonitoramento (acompanhamento de indicadores de saúde em pacientes) e teleinterconsulta (troca de informações entre profissionais de saúde).

A questão é que a liberação da telemedicina não significa liberdade incondicional para o médico realizar suas consultas do jeito que preferir e com a tecnologia que desejar. Há regras essenciais que precisam ser seguidas à risca (comentei sobre elas anteriormente). O mais importante é compreender que o atendimento on-line possui nuances e particularidades em relação ao contato presencial, exigindo a utilização de novas ferramentas e habilidades para realizar o diagnóstico e orientar com qualidade a população. Em suma: é necessário que o consultório e o profissional estejam adaptados à tecnologia.

Quem já está acostumado com recursos tecnológicos em seu dia a dia certamente terá mais facilidades do que aquele que ainda fica preso ao papel. Profissionais clínicos já adeptos ao prontuário eletrônico com assinatura digital conseguirão se adaptar mais rapidamente à nova realidade.

O avanço do novo coronavírus obrigou a adoção da quarentena e do isolamento social – o que, por sua vez, exige maior dinamismo, eficiência e inovação por parte dos médicos. Se o consultório ainda depende dos arquivos físicos, tem processos burocráticos de gestão e utiliza agendamento em papel, dificilmente conseguirá realizar consultas on-line e correrá o risco de ver o número de atendimentos cair.

Além disso, mais do que saber utilizar a tecnologia no cotidiano do consultório, é necessário com sistemas que realmente tragam eficiência operacional na execução das tarefas. No Brasil, por exemplo, a telemedicina só é permitida se o médico utilizar a assinatura digital em todo o atendimento clínico. Isso obriga que ele tenha um prontuário eletrônico capaz de integrar este serviço, atendendo as certificações de segurança NGS-2 da SBIS-CFM. As melhores soluções também possuem integração com plataformas de áudio e vídeo compatíveis com a HIPAA Compliance, outro item recomendado no atendimento remoto.

Quando o profissional de saúde consegue combinar a habilidade necessária para utilizar tecnologia com soluções eficientes que digitalizam processos, passa a ter a condição ideal para fazer um atendimento de qualidade, humanizado e que proporciona bem-estar e satisfação aos pacientes – seja na telemedicina ou presencialmente. No fim, o médico não se preocupa muito com a forma como ele vai desempenhar suas funções se conseguir fazer aquilo que ele se preparou e estudou durante sua carreira: melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Telemedicina: o que pode e o que não pode no Brasil

A pandemia de COVID-19 fez o Brasil dar um passo importante na digitalização de consultórios, clínicas e hospitais. A Telemedicina, isto é, o atendimento remoto de pacientes, foi liberada em caráter temporário e excepcional pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para que médicos possam manter os atendimentos e consultas normalmente durante o período de distanciamento social. Contudo, isso não significa que cada profissional pode escolher o melhor meio de atender as pessoas – há regras que precisam ser seguidas e cumpridas. A adaptação a estas normas certamente vai impulsionar o debate sobre este conceito no pós-pandemia, mostrando que o país está pronto, sim, para o atendimento remoto na medicina. Confira alguns dos principais pontos de atenção.

É permitido usar qualquer plataforma de vídeo para realizar o atendimento, como WhatsApp?

A resposta é não. O médico precisa estar atento ao artigo 3 da Resolução 2.227/2018 do Conselho Federal de Medicina, que estabelece requisitos mínimos de segurança que precisam ser adotadas pelas plataformas, garantindo a privacidade dos dados dos pacientes. De forma geral, a clínica precisa de um prontuário eletrônico ccaom Certificação de Segurança NGS-2 pela SBIS-CFM, certificado digital, computador com microfone, webcam e acesso à internet e uma plataforma de áudio e vídeo que seja compatível com HIPAA Compliance.

O médico pode fazer atendimento de um paciente localizado em outra unidade da federação?

Não. As regras da telemedicina exigem que o médico siga a jurisdição de seu CRM. Se ele está apto a atender em São Paulo, por exemplo, só pode realizar consultas de residentes no estado. Para consultar um novo paciente de outro estado, é necessário adquirir a licença nesta localidade para a prática da medicina ser considerada legal.

A prescrição pode ser enviada por e-mail?

Depende do estado onde atua. Algumas unidades federativas do país emitiram nota técnica liberando as farmácias a liberarem medicamentos por meio de receitas assinadas digitalmente com o e-CPF e impressas pelo próprio paciente durante a pandemia (esta regra não é aplicável para receitas azul e amarela). O recomendado é entrar em contato com a Secretaria de Saúde de seu estado para confirmar os requisitos mínimos de prescrição.

Dessa forma, o profissional clínico precisa ter certificação digital e-CPF?

Sim. A telemedicina só é liberada se o médico utilizar a assinatura digital em todo o atendimento clínico. Para isso, é necessário adquirir um e-CPF e contar com um prontuário eletrônico capaz de emitir a assinatura digital, atendendo as certificações de segurança NGS-2 da SBIS-CFM. Para acessar a lista clique neste link.

O paciente precisa assinar um termo de consentimento antes da consulta por telemedicina?

Sim. A boa notícia é que as plataformas que estão em acordo com a Resolução 2.227/2018 do Conselho Federal de Medicina já possuem esse sistema de aceite do consentimento. O médico também pode coletar por meio de vídeo, com dois passos simples: 1) informando a data e o horário da consulta no início do atendimento e perguntando ao paciente se a consulta pode ser realizada remotamente; 2) informar que o atendimento pode estar sendo gravado e solicitando à pessoa o nome completo, CPF e data de nascimento.

O atendimento precisa ser gravado?

Não, mas é recomendado. Por se tratar de um cenário novo para médicos e pacientes brasileiros, quanto mais cuidados com a segurança da informação, melhor. Embora não exista na resolução já citada um artigo específico sobre gravação, o parágrafo 2 do artigo 3 menciona que o profissional de saúde utilize um sistema que atenda aos requisitos NGS-2 da SBIS-CFM e que capture e armazene a informação digital e identificada em saúde. Além disso, a própria Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) recomenda a gravação das consultas para a segurança de todos. O único ponto negativo referente à gravação do atendimento é o custo. Armazenar vídeo com segurança gera um custo alto para a clínica.

Como é realizado o pagamento das consultas? Como funciona os convênios?

Cada clínica tem liberdade para definir seus procedimentos de pagamentos. O mais comum é a transferência bancária, mas também é possível criar contas no PayPal ou no PagSeguro e enviar a cobrança via cartão de crédito por e-mail. Já os convênios, o ideal é contatar as operadoras de saúde e verificar a liberação do teleatendimento. As empresas que já liberaram, basta o consultório gerar uma Guia de Consulta e faturar no mês seguinte via arquivo XML.

Inteligência Artificial, a próxima fronteira da tecnologia na área médica

Os super-robôs já são uma realidade e começam a ganhar espaço no dia a dia médico. Eles não possuem forma humana e tampouco exibem uma estrutura física, mas conseguem resolver problemas cada vez mais complexos. Tratam-se de soluções que apostam em Inteligência Artificial (IA), conceito que está em alta em diferentes setores e que é a base da maioria das health techs, startups que combinam tecnologia na prestação de serviços em saúde. A pandemia de COVID-19 acelerou a adoção destes sistemas, colocando-os como a principal tendência parra a medicina nos próximos anos.

Esqueça as cenas de ficção científica. Inteligência Artificial, na realidade, nada mais é do que um conjunto de ferramentas tecnológicas capazes de aprenderem conceitos e, a partir daí, executarem processos. Isso só é possível por meio da utilização correta do enorme volume de dados provenientes das soluções digitais – comuns em todos os segmentos, incluindo medicina. A utilização das informações disponíveis pelo sistema possui uma relação direta com sua eficiência: quanto maior for essa aproximação, mais rápido será o aprendizado e maior será a capacidade de automatização de processos.

Hoje, os principais hospitais e consultórios médicos do país já contam com soluções deste tipo. A questão é que a evolução tecnológica e o surgimento de softwares mais eficientes ampliaram as possibilidades de IA na área médica. Se antes estas ferramentas eram utilizadas mais na parte administrativa, lidando com informações financeiras e de gestão, agora são úteis em toda a cadeia, incluindo o diagnóstico e prescrição de medicamentos – permitindo que médicos concentrem seus esforços na busca pela maior qualidade de vida dos pacientes.

As vantagens alcançadas por esta tecnologia já são visíveis. Além do auxílio no diagnóstico, oferecendo uma visão mais precisa e completa sobre a doença por meio do cruzamento de informações, soluções com inteligência Artificial conseguem realizar notificações do paciente em tempo real ao médico, atualizando a ficha e o histórico de saúde. Além disso, possibilita o cruzamento de informações com conteúdos clínicos, permitindo desenvolver um cenário futuro a respeito de cada quadro a partir dos sintomas apresentados.

Todas essas facilidades, evidentemente, não são por acaso e dependem de uma digitalização completa do consultório. O ponto de partida é a utilização de um prontuário eletrônico que funcione como um hub de conteúdo, centralizando todos os dados do local, desde receitas e histórico de pacientes até informações financeiras e administrativas. Sistemas que atendam todas as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) e, mais importante, tenham a Certificação SBIS-CFM com Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS-2) são os únicos que possibilitam essa transformação digital ao substituírem completamente os documentos em papel – abrindo espaço para a utilização de Inteligência Artificial no dia a dia.

A pandemia de COVID-19 apenas evidenciou a necessidade de hospitais e médicos estarem atualizados com a tecnologia para realizarem atendimentos mais precisos. Pesquisadores do King’s College London, no Reino Unido, do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos e empresa ZOE conseguiram desenvolver uma tecnologia de IA prever quando alguém está infectado, ou não, com o novo coronavírus. Já a Coreia do Sul, país modelo no combate à COVID-19, usou dados de diferentes fontes para mapear e monitorar a população que possa ter tido contato com algum infectado.

Como se vê, não se trata de substituir o homem pela máquina, mas justamente o contrário: permitir que o atendimento médico seja cada vez mais humano, focado no paciente e não na burocracia. Levantamento realizado pela MIT Technology Review Insights mostra que 93% dos médicos entrevistados admitiram maior velocidade e na precisão dos dados dos pacientes, enquanto que 78% já identificaram um melhor fluxo de trabalho em seus consultórios.

Em um mundo cada vez mais digital, os profissionais de saúde precisam compreender as vantagens que estas soluções apresentam em seu trabalho. Quando essa fronteira for ultrapassada por hospitais e consultórios, médicos finalmente terão o tempo necessário para fazer aquilo que eles mais gostam: atender com mais qualidade e humanidade todos os seus pacientes.

Como o prontuário eletrônico pode ajudar seu consultório a combater a COVID-19

A pandemia do coronavírus se transformou em uma corrida contra o tempo para médicos, cientistas e demais profissionais: enquanto a doença se alastra rapidamente, os países buscam alternativas para conter e reduzir os impactos na saúde da população. A boa notícia é que a tecnologia é um importante aliado nesse momento.

Quando bem utilizadas, as soluções tecnológicas conseguem verdadeiramente ajudar clínicas e consultórios a identificar mais rapidamente pacientes com COVID-19. Dessa forma, é possível até mesmo realizar o atendimento sem colocar em risco o corpo clínico, a equipe administrativa e as demais pessoas.

Nesse sentido, o debate costuma girar em torno de Inteligência Artificial, Big Data e ferramentas complexas para mapear insights. São recursos importantes, claro, mas os consultórios podem agilizar seus atendimentos com uma ferramenta bem mais simples e conhecida de grande parte dos profissionais: o prontuário eletrônico.

Quais funcionalidades o prontuário eletrônico deve ter?

Nas atuais circunstâncias, as consultas médicas devem ser otimizadas e, principalmente, elencadas de acordo com o grau de urgência e necessidade. Dessa forma, é essencial que o profissional tenha um prontuário eletrônico que proporciona essa agilidade e esteja de acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS). É possível acessar os sistema que possuem esta certificação pelo próprio site da SBIS.

O principal requisito que um prontuário eletrônico precisa ter é a Certificação SBIS-CFM com Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS-2). Esse recurso serve como uma garantia de que o sistema é seguro, foi auditado de acordo com padrões internacionais e o mais importante: é autorizado a substituir em 100% o papel no atendimento.

Além disso, essa certificação é imprescindível para médicos que desejam trabalhar com telemedicina durante o período de quarentena. A prática foi liberada de forma provisória pelo CFM e prontuários eletrônicos com essa funcionalidade podem ser integrados com plataformas específicas para o atendimento remoto.

Outras funções que a solução pode incorporar no dia a dia médico são: notificações compulsórias imediatas de agravos na Lista de Problemas no caso de registo de qualquer tipo de coronavírus; alerta na evolução, caso seja inserido termos e condições referentes à doença; e disponibilização de questionário de triagem e identificação para COVID-19.

O que mais o consultório pode fazer durante a pandemia?

A tecnologia é fundamental, sem dúvida, mas há outras práticas que um consultório médico deve adotar durante este período para evitar a propagação do coronavírus. A primeira medida, evidentemente, é com a higienização do local. Disponibilize álcool em gel em áreas estratégicas e intensifique os esforços em biossegurança e esterilização de todos os materiais e equipamentos.

A rotina também precisa ser diferente. Aumente o intervalo entre os pacientes justamente para evitar aglomerações e conseguir limpar tudo com frequência. Solicite às pessoas que estiverem em boas condições para irem ao consultório sem acompanhante, além de lavar as mãos com sabonete ao chegar e ao sair da clínica.

Uma boa dica é criar um e-mail informativo a todos os pacientes com conteúdo referente à COVID-19 para tranquiliza-los e orientá-los de forma correta. Nesta comunicação, peça àqueles que apresentam sintoma de gripe ou que tenham retornado de viagem internacional para respeitarem o prazo de 14 dias de quarentena, remarcando as consultas. E não se esqueça de sua equipe administrativa, oferecendo as condições para que todos possam se prevenir. Dessa forma, você garante o melhor atendimento médico mesmo em um momento tão preocupante para a saúde de todos.

Cinco funcionalidades do prontuário eletrônico que você desconhece

É uma ferramenta tão eficiente que, atualmente, é impensável encontrar algum consultório que não tenha um prontuário eletrônico. A solução realmente otimizou o dia a dia do profissional de saúde, trazendo mais agilidade, eficiência e qualidade não só nos processos, mas principalmente nas consultas com os pacientes. A questão é que, ainda hoje, a grande maioria ainda utiliza o recurso como um simples repositório de dados, reunindo receitas, históricos e demais informações sobre as pessoas. Na verdade, pode (e deve) ser muito mais do que isso. Confira cinco funcionalidades do prontuário eletrônicos que muitos médicos desconhecem.

1 – O próprio paciente pode preencher seus dados

Ao invés de perder tempo considerável na recepção para preencher os dados do paciente, hoje é possível que a própria pessoa escreva informações básicas em seu cadastro, como endereço, RG, CPF, entre outros, enquanto faz o agendamento online. Isso é possível por meio de um link disponibilizado pela solução com a segurança da computação em nuvem. Além disso, o médico também pode enviar questionários clínicos pontuais nesse processo. Dessa forma, quando chegar à cínica para consulta, tudo estará agilizado, oferecendo mais comodidade a todos.

2 – Acesso a conteúdo clínico na plataforma

Poucas áreas exigem atualização e estudo contínuo dos profissionais como a da saúde. Hoje, médicos precisam estar atentos às novidades, tendências e pesquisas que estão em andamento em todo o mundo. Pensando nisso, os melhores prontuários eletrônicos já integram serviços de conteúdo clínico em sua plataforma, permitindo que o usuário acesse pesquisas e artigos científicos com mais facilidade. Assim, é possível cruzar os dados clínicos dos pacientes com o conhecimento disponível nesses portais.

3 – Organização financeira

Um dos grandes problemas dos médicos que administram seus consultórios é a gestão financeira. Muitos profissionais não tem conhecimento sobre finanças. Para resolver essa questão, os melhores sistemas eletrônicos contêm uma funcionalidade que permite o controle ágil e transparente de todas as receitas e despesas. Além disso, facilitam até mesmo o preenchimento dos formulários de convênios, evitando receber dos planos de saúde um valor abaixo do que realmente merece por eventuais erros nos relatórios.

4 – Eliminação completa do papel no consultório

É inegável que todos os prontuários eletrônicos promovem uma maior digitalização do consultório, mas isso não impede que os documentos em papel continuem existindo. Por questão legal, os médicos precisam manter cópias de vários arquivos por muitos anos, como receituários e histórico do paciente. Entretanto, prontuários que atendam as normas NGS-2 do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) podem integrar o serviço de certificação digital e, nestes casos, eliminar de vez o uso do papel.

5 – Acesso via aplicativo móvel

Os prontuários eletrônicos surgiram como softwares instalados diretamente nos computadores dos consultórios e hospitais. Contudo, o avanço da tecnologia promoveu uma atualização e, agora, eles podem operar na nuvem. Dessa forma, todos os documentos podem ser acessados pelo médico em qualquer lugar do mundo desde que tenha algum dispositivo conectado à Internet. Não à toa, as melhores soluções disponibilizam aplicativos que permitem o acesso com poucos toques na tela do smartphone – ideal para médicos que participam de congressos e eventos científicos.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

O futuro chegou: o próprio paciente pode preencher seu prontuário

Uma das tarefas mais importantes de quem vai a uma consulta médica começa logo na entrada: o preenchimento da ficha cadastral e do prontuário, com todas as informações básicas sobre seu estado de saúde. São dados essências para otimizar e agilizar o atendimento. Contudo, também pode ser uma obrigação bastante cansativa: a cada visita é preciso repetir todos os detalhes, além de exigir que a pessoa chegue com antecedência para isso. Felizmente, essa é uma situação que os prontuários eletrônicos estão começando a resolver, permitindo que o próprio paciente preencha sua ficha antes mesmo de ir à consulta.

A utilização da Internet e das tecnologias na busca por informações médicas já é uma rotina comum à grande maioria da população não só no Brasil, mas em todo o mundo. Levantamento do Google mostra que uma a cada 20 pesquisas realizadas em seu portal de busca é sobre algum assunto relacionado à saúde. A empresa, aliás, também registrou que 26% dos brasileiros que possuem alguma dor ou dúvida sobre o tema consulta primeiro as páginas na web antes de ir ao consultório médico. Diante deste cenário, é preciso adotar medidas para garantir que este comportamento seja incorporado no dia a dia médico de forma positiva.

Nesse sentido, a tarefa mais básica e essencial que o prontuário eletrônico deve resolver é o agendamento das consultas. Hoje, as melhores ferramentas possuem uma funcionalidade que, por meio de um link, permite aos pacientes preencherem seus dados cadastrais, como endereço, RG, CPF, entre outros, enquanto faz o agendamento online – com a máxima segurança da computação em nuvem já comum no dia a dia dos profissionais. Assim, quando a pessoa chega à clínica, tudo já está preenchido, economizando tempo dos recepcionistas, organizando melhor a fila de espera, trazendo mais facilidade e comodidade aos usuários e, principalmente, deixando a ficha cadastral do paciente mais completa e assertiva.

Além disso, o próprio atendimento pode ser otimizado com esse método. O médico também pode enviar questionários clínicos pontuais durante o processo de agendamento. Dessa forma, a pessoa preenche seu próprio prontuário no conforto de sua casa e antes de se dirigir à consulta, fornecendo informações como alergias, medicamentos em uso, tratamentos realizados, entre outros dados essenciais. Mais do que a agilidade na consulta, esse recurso facilita o diagnóstico, uma vez que os profissionais de saúde podem estudar o caso antes. Em suma: eles ficam livres para focarem na parte mais importante da consulta: a atenção ao paciente para definir o melhor tratamento, com medicamentos e exames necessários.

Estas duas funcionalidades vão ao encontro do novo papel desempenhado pelos prontuários eletrônicos atualmente. Foi-se o tempo em que estas ferramentas eram encaradas como mera reposição de informações para substituir os blocos de papel. Na verdade, o objetivo principal é estimular um melhor relacionamento entre os médicos e seus pacientes. Para isso, contam com atualização constante para oferecer a melhor tecnologia disponível, possibilitando o agendamento online, a consolidação da informação do paciente e até mesmo o acesso a conteúdos clínicos que agilizam o diagnóstico preciso.

Com tanto avanço tecnológico nas últimas décadas, as pessoas se acostumaram a agilizar serviços e melhorar suas experiências por meio de soluções digitais nas mais diversas áreas. Com a medicina não é diferente. A telemedicina, por exemplo, é uma tendência aguardada nos próximos anos e motivo de intenso debate entre os profissionais e especialistas. Até chegar a essa realidade, é possível otimizar serviços para que a consulta proporcione, cada vez mais, saúde e qualidade de vida a todos.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Saiba porque o prontuário eletrônico é a principal ferramenta de transformação digital nos consultórios

O conceito de transformação digital já é uma realidade no ambiente corporativo, mas agora chegou o momento do setor de saúde também se envolver com o tema. A cada dia que passa, novas tecnologias surgem para facilitar a vida de médicos e pacientes – e é preciso estar antenado com todas as novidades para garantir o melhor atendimento possível às pessoas. Contudo, é uma solução já existente e integrada ao dia-a-dia que permite aos consultórios iniciarem a digitalização de seus processos: o prontuário eletrônico. Veja cinco motivos que mostram porque ele é a principal ferramenta para quem deseja se transformar digitalmente:

1 – Fonte de dados essenciais

Em um cenário de transformação digital, os dados são os principais ativos que um profissional tem para melhorar a tomada de decisão. No caso da saúde, quanto mais informações o médico tiver, mais rápido ele faz o diagnóstico e melhor vai ser o atendimento ao paciente. Assim, o prontuário eletrônico torna-se fundamental em um consultório, uma vez que consegue centralizar todas as informações mais importantes da pessoa, como histórico e receituário, além de disponibilizar acesso a conteúdo clínico especializado por meio de plataformas parceiras.

2 – Maior interação com os pacientes

Isso não significa, portanto, que a solução atua como um mero repositório de informações para o consultório. Hoje, as melhores ferramentas são as que possibilitam um melhor relacionamento entre os médicos e seus pacientes. As próprias pessoas podem, por exemplo, atualizar seus dados cadastrais antes mesmo do atendimento, facilitando ainda mais a consulta. Essa tática é vital para oferecer uma análise mais humanizada, uma vez que desenvolve a confiança entre as partes.

3 – Informação na palma da mão

Esqueça os pesados softwares que precisavam ser instalados em computadores de mesa nos consultórios e hospitais. O avanço do cloud computing no país fez com que o prontuário eletrônico migrasse para este ambiente nos últimos anos, trazendo agilidade, conectividade e mobilidade aos profissionais de saúde. Por meio de um aplicativo de smartphone, é possível acessar todos os dados do paciente mesmo com o médico fora do seu expediente, agilizando o atendimento e até a pesquisa de diagnóstico.

4 – Digitalização de processos

Transformação digital só é possível quando os processos são automatizados. Dessa forma, é inviável digitalizar tarefas se o seu consultório ainda é refém do papel. Lembre-se que os prontuários surgiram para reduzir a quantidade de documentos impressos, eliminando arquivos físicos no local. É possível até acabar com o uso do papel desde que a solução atenda as normas NGS-2 do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), permitindo o uso de certificação digital.

5 – Caminho para Inteligência Artificial

A expectativa é que a tecnologia de Inteligência Artificial cresça substancialmente no setor de saúde nos próximos anos, principalmente em serviços de diagnóstico e gestão do consultório. Para isso, ferramentas de IA precisam estar integradas com os prontuários eletrônicos, uma vez que é a partir da análise e leitura de grande volume de dados que esses equipamentos conseguem identificar padrões de diagnósticos e consultas, além de preenchimento de relatórios e demais documentos.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

O ano de 2020 chegou: quais são as tendências em tecnologia para saúde?

Há pouco tempo, quando especialistas buscavam fazer projeções futurísticas em diferentes setores, normalmente elencavam o ano de 2020 como parâmetro comparativo. Pois bem, o que parecia distante já chegou e o setor de saúde deve viver uma profunda transformação tecnológica com a consolidação e o surgimento de diferentes soluções. Hoje, é essencial que o médico e demais profissionais compreendam a importância de estar atualizado com as principais demandas e tendências da área, visando sempre a busca por inovação e perfeição. Confira seis pontos que devem movimentar a tecnologia para saúde já em 2020:

1 – LGPD e proteção aos dados

A partir de agosto de 2020, a Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais (LGPD) estará oficialmente em vigor no país e deve afetar profundamente a relação de médicos com as informações de seus pacientes. Isso porque um dos principais pontos da medida é sobre a coleta e armazenamento de dados sensíveis, isto é, que podem gerar algum tipo de discriminação ao indivíduo – justamente informações de doenças e diagnósticos que trafegam em sistemas digitais nos hospitais. É preciso adotar ferramentas com certificação de segurança para proteger esses conteúdos.

2 – Transformação Digital em saúde

A partir de 2020, a transformação digital em saúde deve se intensificar com o boom das healthtechs, as startups que combinam tecnologia com serviços médicos. Da mesma forma que aconteceu no mercado financeiro, o surgimento dessas empresas vai remodelar a forma como os pacientes se relacionam com médicos e hospitais. A digitalização de processos passará a ser uma necessidade para quem deseja oferecer um atendimento humanizado à população.

3 – Centralização de processos 

O prontuário eletrônico já é uma realidade quando o assunto é tecnologia para saúde. Contudo, em 2020, sua importância será ainda maior. A solução deixará de ser um mero repositório de informações de seus pacientes e vai passar a integrar diferentes serviços, como:

  • Dados financeiros integrados com BI;
  • Permitir o próprio paciente atualizar seus dados cadastrais antes mesmos da data do atendimento;
  • Maior interação do paciente com seu conteúdo clínico;
  • E até ferramentas de auxílio a decisão clínica, para oferecer de maneira inteligente maior segurança para pacientes e profissionais de saúde, além de agilizar a consulta.

A questão central é garantir a segurança dos dados atrelada a serviços que agilizem e aumentem a qualidade de atendimento.

4 – Avanço da Inteligência Artificial

Soluções de Inteligência Artificial em saúde já existem, ainda que timidamente, em alguns serviços no Brasil e no exterior. A partir do próximo ano, a tendência é ampliar a presença desta tecnologia em outros serviços, tanto para auxiliar no diagnóstico de doenças a partir do cruzamento de um grande volume de informações, como para auxiliar na gestão com a identificação de padrões no preenchimento de formulários e relatórios, por exemplo.

5 – Marketing digital na saúde

Não, o marketing digital não é uma tendência quando falamos em tecnologia para saúde, mas o fato é que poucos consultórios e hospitais possuem uma equipe especializada para divulgar seus serviços e novidades. A regulamentação da publicidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) pode ser um fator que inibe a participação de empresas nesta área. Entretanto, a partir do momento em que mais pessoas acessam a Internet para encontrar informações sobre médicos, é fundamental contar com um site profissional e posicionamento digital adequado.

6 – Telemedicina

A Telemedicina foi autorizada e, em seguida, revogada pelo CFM no primeiro trimestre de 2019. Assim, é provável que o Conselho autorize o atendimento por Telemedicina novamente em 2020. O modelo deve sofrer algumas reformulações, mas é fato que médicos e profissionais de saúde em um futuro próximo estarão atendendo pacientes a distância.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

O prontuário eletrônico também pode ser fonte de conhecimento clínico

Já imaginou ter em seu consultório uma base de conhecimento clínico capaz de sanar qualquer dúvida no intervalo entre consultas e até no momento do atendimento? Ou até mesmo checar interações medicamentosas, acessar fotos e aulas sobre diversas questões clínicas, verificar protocolos de atendimento para cada doença, capítulos de livros e até podcasts sobre o assunto?

Pode-se pensar que tudo isso já está disponível no Google, mas a realidade é que, tratando-se de atendimento clínico, é essencial que o conteúdo seja preciso, checado e que tenha curadoria realizada também por profissionais de saúde. Essa é uma realidade comum nos EUA e Europa. A fusão das ferramentas de atendimento clínico, como o prontuário eletrônico, com plataformas de conhecimento clínico geradas por faculdades de medicina e empresas especializadas já é um cenário consolidado – e finalmente está chegando ao Brasil.

A possibilidade de médicos e profissionais de saúde acessarem no próprio prontuário diferentes bases de conhecimento reduz a fadiga no momento do atendimento e diminui o stress ao encontrar uma situação ou caso não usual, já que o conhecimento estará disponível a poucos cliques de distância.

Hoje, ter a informação adequada e disponível rapidamente não é importante apenas no ambiente corporativo. O médico também precisa ter diferentes conteúdos em mãos para conseguir realizar o melhor atendimento e tratamento a seus pacientes. A área de saúde passou por grandes transformações nos últimos anos e os profissionais precisam se atualizar constantemente em relação às novidades, tendências e pesquisas que surgem constantemente. Dessa forma, encontrar ferramentas que aproximam o conhecimento de seu dia a dia pode ser um diferencial e tanto em seu trabalho.

Uma pesquisa realizada pela agência McCann Health com médicos brasileiros reforça essa ideia: 99% deles acreditam que a tecnologia facilitou o trabalho clínico. O principal benefício é justamente a possibilidade de se manter atualizado às tendências na área: 85% deles utilizam a Internet para realizar cursos online. Ter acesso a estas tecnologias otimiza e melhora o atendimento ao paciente. O estudo TIC Saúde 2018, realizada pelo Cetic.br mostra que quatro em cada dez médicos brasileiros reduziram a carga de trabalho com o uso de computador e acesso à Internet durante as consultas.

É inegável que um dos impactos da tecnologia nos consultórios é a possibilidade de permitir que os médicos possam consultar, enquanto atendem seus pacientes, diferentes conteúdos sobre diagnósticos e doenças em publicações especializadas da área. A questão é que, atualmente, esses profissionais lidam com uma grande quantidade de dados das pessoas. Logo, não adianta ter todos estes procedimentos digitalizados se estiverem hospedados em diferentes plataformas. Na era digital, é preciso encontrar ferramentas que cruzam essas informações em uma mesma fonte – papel que pode ser executado pelo próprio prontuário eletrônico.

Esta solução já é uma realidade na grande maioria dos consultórios do país e trouxe inúmeras facilidades aos profissionais ao armazenar e facilitar o acesso ao histórico do paciente, receitas, diagnósticos, dados cadastrais, financeiros, entre outros. Contudo, o prontuário eletrônico tem que ser mais do que um repositórios de dados. Os melhores provedores conseguem integrar diferentes serviços no sistema, como acesso a conteúdos clínicos de qualidade sem a necessidade de sair da plataforma. Assim, a ferramenta permite o cruzamento das informações clínicas das pessoas com o conhecimento clínico disponível no portal.

A partir do momento em que o médico consegue agrupar e acessar todas estas informações rapidamente, seu trabalho torna-se mais ágil e prático – refletindo no atendimento aos pacientes. As consultas, por exemplo, ficam mais rápidas sem perder a qualidade na prestação de serviço. Pelo contrário, é possível receitar medicamentos e identificar diagnósticos mais precisos. O profissional também pode se atualizar sem a necessidade de se deslocar do seu expediente, permitindo que sua agenda esteja disponível para o atendimento à população. Por fim, ele também consegue se atualizar mais rapidamente sobre as novidades de sua área.

Na era da conectividade, saber lidar com as diferentes informações disponíveis em sua rotina é o diferencial para profissionais – e na medicina não é diferente. Durante o período da faculdade e da residência, eles são treinados para diagnosticar doenças e pensar os melhores tratamentos em inúmeros problemas. A questão é que, sozinhos, essa tarefa é mais árdua. O importante é recorrer à tecnologia capaz de combinar todos os dados essenciais e, assim, conseguir fazer aquilo que ele realmente está preparado: oferecer mais qualidade de vida à população.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Prontuário Eletrônico revela e aponta boas práticas para o consultório

Poucas áreas possuem um nível de exigência tão alto quanto a medicina. Os profissionais de saúde precisam ser irretocáveis nas consultas e atendimentos aos pacientes para se posicionarem como boas opções à população. Qualquer erro ou confusão pode trazer sérios prejuízos para sua imagem pública. Diante disso, é essencial seguir boas práticas de conduta e de trabalho. A questão é que, ainda hoje, muitos médicos tentam fazer isso sozinhos ao invés de contar com o apoio de tecnologias que agilizam a organização do consultório e os liberam de processos burocráticos.

O maior exemplo deste apoio tecnológico é o prontuário eletrônico. A solução consegue condensar em uma única plataforma todas as informações referentes ao tratamento dos pacientes, como receitas e histórico médico, além dos dados referentes à gestão do consultório, como recibos financeiros e agendamento. A Pesquisa TIC Saúde 2018, por exemplo, mostra que 73% dos estabelecimentos de saúde do país possuem algum sistema eletrônico – índice praticamente três vezes maior do que em 2014. Além disso, os profissionais brasileiros demonstram mais familiaridade com as ferramentas digitais: 23% as utilizam regularmente, contra 16% na média global, segundo levantamento da Accenture.

Hoje, um dos grandes desafios do médico é ter tempo para conciliar o atendimento aos pacientes com as funções administrativas de sua clínica ou consultório – uma situação na qual ele não foi preparado no período da universidade e residência. O prontuário eletrônico resolve esse problema ao mostrar pontos que precisam ser melhorados no dia a dia. A principal delas consiste na organização dos documentos. A grande maioria não demonstra preocupação com isso até precisar revirar gavetas e arquivos atrás de uma receita ou histórico médico. A ferramenta digital não apenas facilita a busca por diferentes conteúdos como otimiza o espaço físico ao reduzir a quantidade de cópias impressas.

Além disso, essa plataforma oferece ao médico a possibilidade de finalmente ter uma visão completa de seus pacientes – algo impossível de se fazer manualmente durante o expediente. Com todos os arquivos disponíveis em uma única solução e acessível a poucos cliques ou toques na tela, rapidamente é possível visualizar os medicamentos já receitados, o histórico médico completo e dados cadastrais e demográficos. Ao cruzar estas informações com uma solução de conteúdo médico, o diagnóstico fica mais preciso e o atendimento mais humanizado.

Evidentemente que para isso se tornar realidade, o médico precisa seguir algumas recomendações antes e durante o uso do prontuário eletrônico. A principal delas é analisar com cuidado o fornecedor da solução que pretende contratar. Busque empresas que possuem know-how na área médica e ofereçam uma plataforma hospedada na nuvem, garantindo mais segurança para os dados. Depois, veja se as funcionalidades disponíveis atendem seu perfil – apenas prontuários eletrônicos com a certificação NGS-2 do CFM-SBIS podem eliminar completamente os arquivos físicos, por exemplo. Por fim, desenvolva uma cultura que promova a tecnologia no seu consultório, fazendo que a adoção se torne um hábito produtivo.

Por mais que muitos médicos evitem utilizar ferramentas digitais como o prontuário eletrônico em suas tarefas, não dá mais para negar o impacto que essas soluções trouxeram – e ainda trazem – para as clínicas e consultórios. Mais do que evitar esse cenário, é essencial que os profissionais de saúde procurem formas de utilizá-las adequadamente, aproveitando as vantagens que esses recursos têm a oferecer. Assim, ao invés de se estressar com procedimentos burocráticos, eles estarão livres para fazerem aquilo que mais gostam: atender com qualidade e precisão todos os seus pacientes.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Os sete erros que seu consultório comete com a falta de tecnologia

O médico encara anos de universidade e, posteriormente, o período de residência para adquirir habilidades que possibilitam atender com qualidade seus pacientes. Essa é sua principal tarefa. Porém, esses profissionais também precisam ser gestores capazes de administrarem seus consultórios ao mesmo tempo em que prestam o serviço no qual se prepararam arduamente. Assim, é natural que eles cometam erros com a administração de seus documentos e finanças, ainda mais se não utilizarem soluções tecnológicas que os auxiliam em todos os processos. Confira os mais comuns:

1 – Falta de organização dos documentos

O erro mais comum dos médicos é não ter um controle sobre a gestão de todos os documentos do consultório. Por falta de tempo e até de espaço físico, eles armazenam receitas, históricos de pacientes, notas fiscais, recibos, entre outros, no mesmo local. Assim, quando precisam buscar um arquivo específico, costumam revirar gavetas e pastas até encontrar o que precisa – impactando diretamente na produtividade e na qualidade do atendimento.

2 – Dependência do papel

Além da gestão de documentos, a falta de tecnologia faz com que os profissionais de saúde continuem dependentes do papel nos principais documentos que utilizam. Dessa forma, em pouco tempo haverá um acúmulo grande de folhas no consultório, tomando um espaço considerável com arquivos e gavetas. Para resolver isso, conte com prontuários eletrônicos com a certificação NGS-2 do CFM-SBIS, que permitem a sincronização da assinatura digital e a eliminação completa dos arquivos físicos no dia a dia.

3 – Visão incompleta dos pacientes  

Quando não há gestão, as informações precisam ser organizadas manualmente, impedindo que o médico consiga ter uma visão completa de seus pacientes. Ou seja, todos os dados relevantes, como histórico, medicamentos tomados, dados cadastrais e demográficos não são integrados, comprometendo o diagnóstico o atendimento na consulta. O ideal é que todos os arquivos fiquem disponíveis em uma única plataforma e acessível a poucos cliques no computador ou até no smartphone.

4 – Má qualidade no atendimento ao paciente

Possuir um consultório exige que o médico tenha habilidades de gestão financeira. Contudo, ele não precisa fazer isso sozinho e deve contar com o apoio da tecnologia para isso. Sem ela, não é possível manter todos os processos em dia, o que o levará a passar grande parte de seu expediente executando tarefas burocráticas ao invés de fazer aquilo que ele sabe fazer de melhor, isto é, atender de forma humanizada seus pacientes.

5 – Atrasos na agenda

A agenda é, talvez, a principal ferramenta de gestão para um médico. Afinal, ele precisa conciliar seu expediente de atendimentos e consultas com participações em congressos, eventos, aulas e seminários que eventualmente participar. Muitos optam em realizar essa tarefa manualmente, o que constantemente leva a atrasos e remarcações de horários – irritando as pessoas. Com o prontuário eletrônico, essa atividade é automatizada, trazendo mais simplicidade e eficiência no dia a dia.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

Já ouviu falar em UX? Saiba como esse conceito da tecnologia auxilia no dia a dia médico

Uma das principais reclamações dos pacientes gira em torno da experiência que eles têm nos consultórios. Muitos sofrem com dores e problemas de saúde e, mesmo assim, precisam lidar com uma estrutura altamente burocratizada, que os fazem preencher e assinar papéis e guias de convênios, esperar longo tempo na recepção para, no fim, ser atendido em poucos minutos por médicos que sequer olham para o histórico médico. Para resolver esta situação, os profissionais e instituições de saúde começam a apostar em um novo conceito: a experiência do usuário (UX).

O termo é proveniente da tecnologia e começou a ganhar forma a partir dos anos 1990. De forma resumida, diz respeito ao desenvolvimento de produtos e serviços que oferecem a melhora experiência possível às pessoas, ou seja, que entreguem valor de forma rápido, eficiente e sem qualquer problema. É algo que ocupa o topo das prioridades para 80% dos profissionais de tecnologia de hospitais e clínicas, de acordo com pesquisa realizada pelo Impact Advisors e Scottsdale Institute.

No caso da medicina, a experiência do usuário (UX) refere-se à capacidade do médico e do consultório de oferecer o melhor tratamento, respeitando as necessidades do paciente e, principalmente, utilizando os melhores recursos disponíveis. Hoje, mais do que ser atendido rapidamente, a pessoa quer ter a certeza de que a consulta vai ser produtiva, isto é, capaz de oferecer uma solução para as dores e/ou problemas que enfrenta. Não há nada mais frustrante do que esperar semanas pelo atendimento e continuar sofrendo porque o profissional foi incapaz de fazer um diagnóstico preciso – ainda que tenha diversos recursos tecnológicos à disposição para este fim.

Hoje, paciente satisfeito não é aquele que está curado de seus problemas, mas sim quem foi bem atendido ao longo de sua jornada dentro do consultório. A grande maioria do setor ainda insiste em um modelo de gestão que privilegia o mínimo contato entre médico e pessoa e que não agiliza processos burocráticos, como o cadastro. A forma como o usuário avalia produtos e serviços mudou radicalmente nas últimas duas décadas e a opinião deles nas mídias digitais pode determinar o sucesso, ou o fracasso de uma organização, inclusive na medicina. É preciso garantir que todos os procedimentos levem em conta os desejos desses “consumidores”.

Não é uma tarefa fácil, mas já recursos disponíveis que auxiliam os médicos a melhorarem a experiência dos pacientes no dia a dia de seu consultório. O mais importante deles é o prontuário eletrônico por conseguir centralizar todas as informações essenciais para a gestão do local, como histórico médico, receituário, dados cadastrais, recibos fiscais, entre outros. Com eles, é possível cruzar análises e realizar, enfim, uma consulta mais prática e eficiente, reduzindo o tempo de espera na recepção e sem ter que repetir perguntas sobre o quadro clínico do paciente. Em suma, ele pode focar naquilo que se preparou em sua formação: cuidar e melhorar a vida de seus pacientes.

Quando falamos de tecnologia na área médica, normalmente associamos aos equipamentos que aprimoram e facilitam cirurgias complicadas. Entretanto, essa relação vai muito além disso. Os recursos tecnológicos, dos mais complexos aos mais simples, só cumprem seu propósito se conseguem melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O primeiro passo para isso é garantir que a experiência do usuário (UX) sempre seja a melhor possível para que ele se sinta amparado em um importante momento de sua vida.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios